sábado, 11 de fevereiro de 2012

A crise e você




“Neste ano a soja será escassa, com isso o comércio se desespera, pois nossa economia falirá, pessoas serão mandadas embora de seus empregos, as lojas fecharão, as pessoas passarão fome e o caos estará instaurado. Desesperadoramente, e por conseqüência, Tupanciretã se transformará no primeiro lugar do mundo habitado por zumbis, afinal, zumbi não dá bola para economia e não precisa de dinheiro para comer. Basta um ou outro cérebro de quinze em quinze dias.”
É engraçado isso, mas em cada esquina de nosso município existe ao menos um visionário apocalíptico prevendo desgraças (como as citadas no parágrafo acima) que assolarão a Terra da Mãe de Deus e acabarão com a vida de tantas pessoas que lutam para ganhar o pão de cada dia. De acordo com os futurólogos de esquina, cada habitante da cidade está incluído nesta lista, sendo agricultor, lojista, empresário, enfim, todos, menos Luiza que está no Canadá.
Como se sabe o período das chuvas não foi bondoso em nossa região, fato este que comprometeu muito as plantas de verão, como a soja, por exemplo. Esta plantação é a principal cultura de nossa cidade e responsável direta pela economia municipal. Assim, uma safra quebrada refletirá diretamente no nosso comércio, fazendo com que todas as lojas e empresas fechem suas portas, correto? Errado! Peço desculpas a aqueles que estão prevendo (com a boca cheia de saliva e orgulho) o final dos tempos no condado de Tupanciretã. O comércio e as empresas não baixarão guarda e estarão a postos para fazer a economia funcionar para sempre. Crise, amigo, nada mais é do que um estado de espírito.
A crise é sim uma voraz seleção natural, onde apenas os mais fortes sobreviverão. É neste momento em que apenas empresas que investem esforços, de verdade, manter-se-ão atuantes, coradas e com uma vivacidade de uma jovem de 15 anos que acaba de sair de seu baile debutante.
Se você - comerciante, comerciário, lojista, atendente, agricultor e afins – aceitar crise e a vestir, certamente ela não terá pena de você e tomará conta de todo o seu corpo, de seu ser e sua economia. A crise não tem pena. Ela procura pessoas fracas e dispostas a recebê-la. Ela levará você ao chão e lhe fará implorar por água.
Atropele a crise, invista no visual de sua empresa, pois a hora de destacar-se é justamente agora, afinal, se a concorrência está preocupada sentindo os efeitos da crise e cortando custos, você vai colocando seus custos para aparecer e arrecadando aqueles clientes que seu concorrente deixará escapar por entre seus dedos “crisentos”.
A crise só existe para quem se deixa levar por ela. Empreenda. Agora é a hora de destacar-se.


João Pedro Ricachenevsky Martines Soares
                        Publicitário
                         ARP 00247

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