“Neste ano a soja será escassa, com isso o
comércio se desespera, pois nossa economia falirá, pessoas serão mandadas embora
de seus empregos, as lojas fecharão, as pessoas passarão fome e o caos estará
instaurado. Desesperadoramente, e por conseqüência, Tupanciretã se transformará
no primeiro lugar do mundo habitado por zumbis, afinal, zumbi não dá bola para
economia e não precisa de dinheiro para comer. Basta um ou outro cérebro de
quinze em quinze dias.”
É engraçado
isso, mas em cada esquina de nosso município existe ao menos um visionário
apocalíptico prevendo desgraças (como as
citadas no parágrafo acima) que assolarão a Terra da Mãe de Deus e acabarão
com a vida de tantas pessoas que lutam para ganhar o pão de cada dia. De acordo
com os futurólogos de esquina, cada habitante da cidade está incluído nesta
lista, sendo agricultor, lojista, empresário, enfim, todos, menos Luiza que
está no Canadá.
Como se sabe o
período das chuvas não foi bondoso em nossa região, fato este que comprometeu muito
as plantas de verão, como a soja, por exemplo. Esta plantação é a principal
cultura de nossa cidade e responsável direta pela economia municipal. Assim,
uma safra quebrada refletirá diretamente no nosso comércio, fazendo com que
todas as lojas e empresas fechem suas portas, correto? Errado! Peço desculpas a
aqueles que estão prevendo (com a boca
cheia de saliva e orgulho) o final dos tempos no condado de Tupanciretã. O
comércio e as empresas não baixarão guarda e estarão a postos para fazer a
economia funcionar para sempre. Crise, amigo, nada mais é do que um estado de
espírito.
A crise é sim uma
voraz seleção natural, onde apenas os mais fortes sobreviverão. É neste momento
em que apenas empresas que investem esforços, de verdade, manter-se-ão atuantes,
coradas e com uma vivacidade de uma jovem de 15 anos que acaba de sair de seu
baile debutante.
Se você - comerciante,
comerciário, lojista, atendente, agricultor e afins – aceitar crise e a vestir,
certamente ela não terá pena de você e tomará conta de todo o seu corpo, de seu
ser e sua economia. A crise não tem pena. Ela procura pessoas fracas e
dispostas a recebê-la. Ela levará você ao chão e lhe fará implorar por água.
Atropele a
crise, invista no visual de sua empresa, pois a hora de destacar-se é justamente
agora, afinal, se a concorrência está preocupada sentindo os efeitos da crise e
cortando custos, você vai colocando seus custos para aparecer e arrecadando
aqueles clientes que seu concorrente deixará escapar por entre seus dedos
“crisentos”.
A crise só
existe para quem se deixa levar por ela. Empreenda. Agora é a hora de destacar-se.
João Pedro
Ricachenevsky Martines Soares
Publicitário
ARP 00247

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