quarta-feira, 11 de abril de 2012
Chicoanysiando
Infelizmente
lá se foi o Chico Anysio. Considerado por muitos (não só seus amigos) como o
maior artista brasileiro de todos os tempos. Começou sua jornada criativa no
rádio, muito jovem, e desde lá se mostrava talentosíssimo. Criava, escrevia e
atuava em programas de muito sucesso, entre eles a Escolinha do Professor
Raimundo.
Chico sempre serviu
de inspiração para muitos atores. Tanto aqueles que iniciavam na profissão como
aqueles que já há muito tempo a tinham como seu ganha-pão. Inspirou grandes
artistas de várias áreas e também contribuiu para o estímulo de jovens empresários.
Era audacioso,
o Francisco. Era a audácia em sua pureza. Audácia sem ganância. Era a mais
límpida busca de realização pessoal em cada uma das tarefas às quais escolhia
se dedicar. Chico foi um garoto talentoso, adulto trabalhador e se tornou, mais
tarde, um artista completo. Um senhor a quem jamais conseguiríamos deixar de
tirar nossos chapéus em sua homenagem.
Chico Anysio
por muitos anos trabalhou com comunicação. Rádio, teatro, cinema e televisão. Em
todas as áreas que ele entrava não dava outra: mandava muito bem. Foi um
sujeito multimídia. Talvez, o primeiro multimídia que se tenha registro. Pois
na época nem se sabia o que fazia uma pessoa multimídia. Só se sabia que ela
existia e que se alimentava de salada. Talvez de pastéis também. Chico foi radialista,
foi cronista, humorista, comentarista esportivo, pintor, ator, escritor.
Escreveu 21 livros, inclusive. Pintava. E mais de 200 quadros pintados. E não
menos de 200 eram seus personagens, 209 ao total. Em seu exagero de dedicações,
teve 9 filhos. Tudo a que se dedicava Chico era excelente. Foi excelente pai. Em
seus casamentos as esposas diziam que era um ótimo marido. Para as ex-esposas
um amigo em que se podia confiar. Chico era Chico. Um profissional em tudo.
Tanto se falou
e se ovacionou o humor Chicoanysense que seria ótimo se todo o mundo da
comunicação tivesse evoluído a partir da Era Anysio, porém, hoje, o mundo está lotado
de humor instantâneo. O grande hit do momento é um menino que toca violão e
grita enquanto uma menina ri de uma maneira histérica e forçada. É isso. Sem
criatividade, sem inteligência. Apenas abuso do ridículo. Este humor ridículo é
algo que surge muito rápido e vai com a mesma rapidez. Humor de Orkut, de
Facebook. Comédia que dura duas semanas.
O que é
interessante você entender sobre estes humores é que o Chico era humorista
profissional. Criava muitos personagens, quase todos inesquecíveis e agora
imortais. Sabe por quê? Porque Chico era de fato profissional.
Transportando
isso para sua realidade, me conta. E você? Quando procura alguém para atender
às necessidades da sua empresa, como você faz? Quando você procura um serviço
de qualidade e que tenha um retorno real o que você prefere? Acha melhor
contratar uma pessoa que grita segurando um violão ou um Chico Anysio?
João Pedro
Ricachenevsky Martines Soares
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ARP 00247
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